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O escritório da Kroll em Buenos Aires realizou seu terceiro seminário regional latinoamericano sobre prevenção à lavagem de dinheiro, em 10 de agosto passado. O seminário, titulado “Atualidade, Desafios e Perspectivas para o Cone Sul”, começou com as palavras de Andrés Antonius, Presidente do Grupo de Serviços de Consultoria, e incluiu mais de 10 apresentações feitas por presidentes e representantes de bancos centrais, diretores de unidades de informação financeira e especialistas de toda a região.

Mais de 200 pessoas participaram do evento, que discutiu temas como o impacto da legislação Patriot Act e Bank Secrecy Act (BSA), Compliance, a regulamentação para prevenir a lavagem de dinheiro nos países da Tripla Fronteira e a cooperação internacional.
Andrés Antonius deu início ao seminário apresentando estatísticas que ilustram a delicada situação que a América Latina vive hoje no que se refere à lavagem de dinheiro e corrupção. Insistiu em que eventos como o Seminário Kroll são muito importantes porque têm como objetivo educar a comunidade financeira sobre como reverter a situação vigente. Também afirmou que a Kroll continuará apoiando eventos desse tipo, à procura de soluções proativas.
Em sua apresentação, Matías Mora Simoes comparou os resultados de uma enquete realizada nos últimos dois anos, que expôs uma tendência crescente do negócio de prevenção à lavagem de dinheiro na região.
Explicou que o mercado financeiro compreende a necessidade de adaptar-se e que está disposto a realizar atividades coordenadas e a colaborar com os diferentes governos a fim de cumprir com os regulamentos. (Ver apresentação de Matías Mora).
Algumas conclusões dessa enquete:
• Os setores público e privado identificam a Lavagem de Dinheiro como um problema grave e coincidem com a importância de aplicar conjuntamente políticas e controles para minimizar sua exposição.
• As Melhores Práticas Internacionais (International Best Practices) são fundamentais para qualquer programa antilavagem de dinheiro. Entretanto, deveriam ser aplicadas levando em conta as leis específicas de cada país e seu entorno comercial.
• Exigências tais como as recomendações do Gafi, Patriot Act e BSA chegaram para ficar, e inclusive certamente tornar-se-ão mais estritas durante os próximos anos. Cada participante do setor deve considerar esses padrões como parte sumamente importante e necessária na hora de fazer negócios na região atualmente.
Sam Anson, Diretor Regional da Kroll na América Latina e no Caribe, fez os comentários finais do seminário e convidou os assistentes a participarem do próximo seminário, a ser realizado em 2007, e que a estas alturas já é considerado uma tradição na comunidade financeira.

(e-d) Eduardo Gomide, da Kroll; Carlos Yegros de SEPRELAD; Graciela Rosich, do Bank Boston e Felix Marteau, representante Ministerial da FATF, GAFISUD y CICAD–OAS e do Ministério da Justiça e Direitos Humanos da República Argentina.


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